Zenodo
Obesidade e cuidado multiprofissional: desafios relacionados ao uso de medicamentos para emagrecimento
By Maria Goreth Tavares Ferreira, Monalisa Duarte da Silva, Marina Lima Mello and 5 others.
Abstract
Introdução: A obesidade é uma doença crônica multifatorial, associada a repercussões metabólicas, cardiovasculares e psicossociais, cujo manejo exige cuidado contínuo e multiprofissional. O aumento do uso de medicamentos para redução ponderal amplia a necessidade de discutir indicação, segurança e uso racional, sobretudo diante do emprego inadequado e da redução do tratamento à perda de peso. A problemática concentra-se nas implicações da farmacoterapia para a continuidade e a integração do cuidado. Objetivo: Analisar os desafios relacionados ao uso de medicamentos para emagrecimento no contexto do cuidado multiprofissional às pessoas com obesidade. Métodos: Revisão narrativa, descritiva e qualitativa, realizada na BVS, incluindo LILACS e MEDLINE, além da SciELO e PubMed, com publicações de 2023 a 2026. Utilizaram-se descritores DeCS/MeSH: Obesidade; Fármacos Antiobesidade; Relações Interprofissionais; Segurança do Paciente; e Assistência Integral à Saúde, combinados por AND e OR. Foram incluídas publicações em português, inglês e espanhol, com acesso integral, resultando em sete documentos, analisados de forma descritiva e interpretativa, sem metanálise. Resultados: A farmacoterapia requer indicação individualizada e associação com alimentação, atividade física e acompanhamento comportamental. Agonistas de GLP-1 demandam monitoramento de sintomas gastrointestinais, ingestão nutricional, massa muscular e óssea. Também foram identificadas fragmentação assistencial, ausência de protocolos, necessidade de comunicação entre profissionais, risco de reganho ponderal e influência do estigma sobre o tratamento. Conclusão: O medicamento deve integrar um plano terapêutico contínuo e multiprofissional, e não constituir medida isolada. A revisão reforça critérios de segurança, acompanhamento e organização assistencial. As limitações incluem caráter narrativo, ausência de protocolo sistemático, avaliação não padronizada do risco de viés e recortes temporal, linguístico e de bases. Recomenda-se investigar modelos multiprofissionais, segurança em longo prazo, adesão, reganho ponderal, qualidade de vida e efetividade de protocolos assistenciais.



