OWL Journal
Sensores inteligentes e Internet das Coisas no acompanhamento do glaucoma: revisão sistemática
By Ariane Lutke Obersteiner; Aline de Franca Mangueira; Anderson Pereira Martins; José Fernando Marranghello Maluf; Letícia Sales Pavini; Maria Olivia da Silva; Mariana de Arruda Machado Frazão; Liliane Trivellato Grassi, Aline de França Mangueira, Anderson Pereira Martins and 5 others.
Abstract
Introdução: O glaucoma é uma neuropatia óptica progressiva e uma das principais causas de cegueira irreversível, cujo acompanhamento depende do monitoramento da pressão intraocular (PIO), da função visual e da adesão terapêutica. Sensores inteligentes e tecnologias baseadas em Internet das Coisas (IoT) têm sido propostas para ampliar o monitoramento além do ambiente clínico. Objetivo: Analisar as evidências científicas sobre o uso de sensores inteligentes e tecnologias baseadas em IoT no acompanhamento do glaucoma. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática nas bases PubMed/MEDLINE, BVS/LILACS, SciELO e Europe PMC, incluindo publicações entre 2021 a 2026. A seleção dos estudos seguiu as recomendações do PRISMA 2020. Resultados: Foram incluídas 20 publicações sobre monitoramento da PIO, autotonometria domiciliar, dispositivos portáteis para avaliação da função visual, tecnologias digitais de adesão terapêutica e telemonitoramento. A autotonometria possibilitou aumentar a frequência das mensurações e identificar variações e picos pressóricos não detectados no ambiente clínico. Sensores vestíveis e implantáveis demonstraram potencial para caracterizar variações da PIO, enquanto dispositivos portáteis apresentaram resultados promissores na avaliação funcional. Sistemas digitais também permitiram integrar sensores, armazenamento em nuvem e inteligência artificial para acompanhamento da adesão terapêutica. Considerações finais: Sensores inteligentes e tecnologias baseadas em IoT apresentam potencial para ampliar a continuidade e a individualização do acompanhamento do glaucoma. Entretanto, as evidências atuais ainda sustentam seu uso como ferramentas complementares ao seguimento convencional, sendo necessários estudos adicionais para avaliar sua eficácia clínica e impacto na progressão da doença.




