International Journal of Health and Surgical Research
RESUMO SIMPLES: Manejo clínico do paciente cirúrgico de alto risco
By Diego Eduardo Casagrande, Ana Luiza de Melo Ferreira, Ana Luisa Amad Vetorazzo and 2 others.
Abstract
Introdução: Pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos podem apresentar condições clínicas que aumentam significativamente o risco de complicações perioperatórias. Doenças cardiovasculares, alterações respiratórias, disfunção renal, diabetes, anemia, distúrbios hidroeletrolíticos e redução da capacidade funcional podem modificar a resposta ao trauma cirúrgico e influenciar a recuperação. Nesse contexto, a integração entre o cuidado clínico e a abordagem cirúrgica é fundamental para reduzir riscos potencialmente modificáveis. Objetivo: Discutir os principais aspectos do manejo clínico de pacientes cirúrgicos de alto risco, enfatizando a identificação de condições clínicas modificáveis e estratégias de otimização perioperatória. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura sobre manejo perioperatório de pacientes adultos submetidos a procedimentos cirúrgicos de maior risco. Foram priorizados estudos clínicos, revisões sistemáticas e recomendações internacionais relacionadas à avaliação pré-operatória, otimização clínica, prevenção de complicações e cuidados pós-operatórios. Resultados: O manejo do paciente cirúrgico de alto risco exige identificação precoce de alterações clínicas capazes de aumentar a morbimortalidade. A avaliação cardiovascular permite reconhecer pacientes com maior probabilidade de eventos cardíacos perioperatórios, enquanto a análise da função renal, estado volêmico, controle glicêmico, anemia e condição respiratória contribui para a identificação de fatores potencialmente modificáveis. A otimização pré-operatória deve evitar atrasos desnecessários em procedimentos urgentes, mas permite corrigir condições relevantes quando o contexto clínico possibilita. No período pós-operatório, vigilância para infecção, insuficiência respiratória, lesão renal aguda, alterações cardiovasculares e distúrbios metabólicos é essencial. A atuação conjunta entre equipes clínicas e cirúrgicas favorece decisões individualizadas e maior segurança assistencial. Conclusões: O paciente cirúrgico de alto risco necessita de abordagem integrada, na qual a condição clínica seja considerada antes, durante e após o procedimento. A identificação e correção de fatores modificáveis, associadas ao monitoramento pós-operatório direcionado, podem reduzir complicações e favorecer recuperação mais segura. A integração entre Clínica Médica e Cirurgia Geral constitui componente importante do cuidado perioperatório contemporâneo.






