Cadernos Macambira
A contemplação da morte como perspectiva transformadora de vida eterna: rito exequial católico e cemitério
By Elessandro Feitosa da Silva.
Abstract
Objetiva-se com este trabalho apresentar a importância do rito exequial católico na vida da família que perdeu o “enter” querido. Ao longo da história a morte foi entendida como processo de transformação (período paleolítico); transição para a vida eterna (Egito); cessação da vida (Aristóteles); uma passagem que permitia à alma se libertar do corpo e daí se alcançava a imortalidade (Sócrates e Platão). A morte é uma realidade existente na natureza humana, ou seja, é uma parte inevitável, como prescreve o rito exequial católico. Para a Igreja Católica, a morte não é o fim, mas uma passagem que tem sua continuidade na dimensão espiritual. A ministração do rito exequial destaca a valorização das tradições familiares e os costumes estabelecidos em cada localidades, pois, é papel dos cristãos afirmar a esperança da vida eterna, aos fiéis que estão enlutados. No rito exequial existem modelos bem específicos que são próprios para crianças, adultos e religiosos. Esses modelos são celebrados em três momentos distintos: na casa do morto; no momento em que estão colocando na urna (caixão) e por último, no cortejo do corpo a sepultura. Em suma, a contemplação da morte como perspectiva transformadora da vida é refletida enquanto corpo com seu repouso no cemitério, e, nisso Rabinovich apresenta algumas características sobre os túmulos que são os locais físicos da morte, denominado-os a casa dos mortos (sepultura), para mostrar os diversos modelos conservados pela cultura e história: as matérias, as formas, os ornamentos e os níveis dos túmulos.





