Cadernos Macambira
Reflexões sobre a morte a partir da analítica existencial de Martin Heidegger em ser e tempo
By Daphine Rolim Veloso.
Abstract
Neste texto, reflito sobre a morte a partir de experiências pessoais que marcaram minha vida. Meu primeiro contato aconteceu ainda na infância, em um velório na casa dos meus avós, quando a morte me parecia algo assustador e difícil de compreender. Com o tempo, essa percepção foi mudando, tornando-se uma presença mais silenciosa, porém constante. Na vida adulta, ao presenciar o sofrimento de outras pessoas diante da perda, percebi que a morte não revela apenas a ausência de alguém, mas também sentimentos como culpa, arrependimento e a consciência da própria finitude. Cada reação expressa, de alguma forma, o impacto de reconhecer que a vida é limitada. Essa compreensão se tornou ainda mais concreta quando enfrentei um risco real de morte durante o parto do meu filho. A partir disso, passei a entender que a morte não é apenas um fim distante, mas uma possibilidade que acompanha a existência. Desse modo, pensar sobre a morte não significa focar no fim, mas compreender melhor a vida, assumindo com mais consciência as escolhas que fazemos.





