Abstract / Summary
A acne vulgar é uma doença inflamatória crônica da unidade pilossebácea que pode persistir apesar do tratamento convencional, aumentando o risco de cicatrizes e repercussões psicossociais. Este estudo teve como objetivo revisar as evidências científicas sobre a fisiopatologia da acne resistente, as principais terapias sistêmicas e as estratégias atuais de manejo clínico. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, considerando estudos clínicos, revisões científicas e diretrizes terapêuticas relacionadas à doença. A análise abordou os mecanismos envolvidos na formação das lesões, os fatores associados à resposta terapêutica inadequada e as opções farmacológicas disponíveis. A isotretinoína oral destaca-se no tratamento das formas graves, cicatriciais ou refratárias, enquanto os antibióticos sistêmicos exigem uso criterioso devido ao risco de resistência antimicrobiana. As terapias hormonais representam alternativas para pacientes selecionados, conforme suas características clínicas e contraindicações. Conclui-se que o manejo da acne resistente deve ser individualizado, com avaliação da adesão, monitoramento da segurança farmacológica e estratégias voltadas à prevenção de cicatrizes, à manutenção dos resultados e à melhoria da qualidade de vida.