Abstract / Summary
As infecções respiratórias virais representam um desafio complexo para a saúde pública devido ao potencial de evolução para a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA). O objetivo deste estudo foi descrever a assistência de enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no contexto da COVID-19, analisando o declínio progressivo dos casos e óbitos no Brasil entre 2020 e 2025, o impacto da vacinação e a aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, quantitativo, fundamentado em dados secundários do DATASUS e na literatura científica sobre enfermagem intensivista. Os resultados indicam a transição de um cenário crítico de alta letalidade hospitalar (2020–2021) para uma inflexão negativa sustentada (2022–2023) e posterior estabilização em patamares mínimos (2024–2025). Esse comportamento decrescente correlaciona-se com o avanço da imunização em massa e com a adesão a medidas profiláticas, como a higienização das mãos. Na UTI, a SAE mostrou-se indispensável para a condução do suporte ventilatório, execução do protocolo de pronação e prevenção de infecções e agravos associados à internação. Conclui-se que a atuação da enfermagem, aliada às estratégias de saúde pública, foi determinante para conter a mortalidade e reorganizar a assistência frente às infecções respiratórias graves.