Abstract / Summary
Objetivo: analisar, na literatura científica dos últimos cinco anos, as estratégias de prevenção e controle de microrganismos multirresistentes em unidades de terapia intensiva e os desafios enfrentados pela equipe de enfermagem nesse processo. Método: revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, acessadas por meio da Biblioteca Virtual em Saúde, com os descritores em ciências da saúde Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, Farmacorresistência Bacteriana Múltipla, Unidades de Terapia Intensiva, Enfermagem e Controle de Infecções, combinados pelos operadores booleanos AND e OR, restringindo-se a publicações em português, inglês e espanhol entre 2021 e 2026. Resultados: foram incluídos dezoito estudos, predominantemente brasileiros, que evidenciaram a higienização das mãos, as precauções de contato associadas à vigilância microbiológica, os pacotes de cuidado para dispositivos invasivos, o uso racional de antimicrobianos e a educação permanente como eixos centrais das estratégias de prevenção, ao mesmo tempo em que revelaram baixa adesão dos profissionais, sobrecarga de trabalho, dimensionamento inadequado de pessoal e fragilidade da vigilância institucional como principais desafios. Conclusão: o enfermeiro exerce papel articulador na prevenção e no controle de microrganismos multirresistentes em terapia intensiva, sendo necessário investir em educação permanente, dimensionamento adequado de pessoal e fortalecimento dos programas institucionais de controle de infecção para reduzir a disseminação desses patógenos e qualificar a segurança do paciente crítico.