Abstract / Summary
O carcinoma de células escamosas (CCE) é uma das neoplasias epiteliais malignas mais frequentes e relevantes na rotina clínica de aves de companhia e de vida livre. Caracterizado pela proliferação anaplásica de queratinócitos e por elevado poder de invasão tecidual local, acomete com maior frequência a pele, a glândula uropigial, junções mucocutâneas faciais, o bico e o trato gastrointestinal rostral. A etiologia envolve múltiplos fatores, destacando-se processos inflamatórios crônicos, traumas mecânicos e deficiências nutricionais como a hipovitaminose A. O diagnóstico baseia-se na correlação de exames de imagem, citologia, histopatologia e imuno-histoquímica para confirmação de linhagem epitelial (pancitoqueratinas). No âmbito terapêutico, a ressecção cirúrgica com margens livres constitui a intervenção de escolha para o controle da doença e o aumento da sobrevida. As modalidades adjuvantes, como radioterapia e quimioterapia, apresentam eficácia limitada e taxas variáveis de resposta devido à radiorresistência tumoral e toxicidade aos fármacos. A intervenção precoce permanece essencial para o prognóstico e manejo do bem-estar dos pacientes.