Zenodo
Superlotação dos serviços de urgência e emergência e estratégias para organização do fluxo assistencial
By Bárbara Aline dos Santos, Maria Fernanda Peixoto de Oliveira, Monica Oliveira Ferreira and 6 others.
Abstract
Introdução: A superlotação dos serviços de urgência e emergência decorre do desequilíbrio entre demanda e capacidade operacional, envolvendo dificuldades de regulação, disponibilidade de leitos, permanência prolongada e continuidade assistencial. A persistência desse problema compromete o funcionamento dos serviços e exige estratégias capazes de organizar o fluxo sem prejudicar a oportunidade do atendimento. Objetivo: Analisar a superlotação dos serviços de urgência e emergência e as estratégias empregadas para a organização do fluxo assistencial. Métodos: Revisão narrativa da literatura, qualitativa e descritivo-analítica, realizada na BVS, incluindo LILACS e MEDLINE, além de SciELO e PubMed. Utilizaram-se os descritores Serviço Hospitalar de Emergência; Serviços Médicos de Emergência; Triagem; Fluxo de Trabalho e Leitos Hospitalares, combinados com AND e OR. Incluíram-se publicações de 2022 a 2026, em português, inglês ou espanhol. O corpus final reuniu sete publicações, submetidas à análise descritiva e interpretativa. Resultados: Os principais fatores relacionados à superlotação foram elevada demanda, usuários de menor complexidade, permanência prolongada, boarding e limitação de leitos. A triagem avançada reduziu em 36 minutos o tempo de permanência, o Fast-Track em 20,89 minutos e o NIR reduziu em 0,81 dia a permanência hospitalar. O See-and-Treat apresentou potencial para direcionar 6,4% dos atendimentos não emergenciais, enquanto o boarding esteve associado a maior ocorrência de erros assistenciais. Conclusão: A organização do fluxo requer articulação entre classificação de risco, protocolos assistenciais, regulação e gestão de leitos, pois medidas isoladas apresentam alcance limitado. O trabalho contribui ao relacionar segurança do paciente, capacidade hospitalar e continuidade assistencial. As limitações incluem o caráter narrativo, as bases selecionadas e a heterogeneidade metodológica. Recomenda-se ampliar pesquisas multicêntricas e longitudinais no SUS, incorporando custos, segurança e desfechos assistenciais.







