Zenodo
O abraço que salva: relato de experiência da capacitação em manobras de desengasgo em uma escola de educação infantil no estado de São Paulo
By Mariana Zanon Leite, Isabella Julia Sirqueira Couto, Felix de Lima Gabrielle and 5 others.
Abstract
A obstrução das vias aéreas por corpo estranho constitui uma emergência potencialmente fatal, especialmente em crianças na primeira infância, devido à imaturidade anatômica e ao comportamento exploratório característico dessa faixa etária. O reconhecimento precoce do engasgo e a realização imediata das manobras de desengasgo são fundamentais para prevenção de hipóxia, parada cardiorrespiratória e óbitos evitáveis. Objetivo: Relatar uma intervenção educativa voltada à capacitação de professores e colaboradores de uma escola de educação infantil da zona leste de São Paulo quanto ao manejo do engasgo infantil e às condutas de primeiros socorros. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência de um projeto de extensão universitária realizado em uma escola particular localizada na Vila Formosa, em São Paulo. A capacitação foi direcionada aos profissionais da instituição e utilizou materiais lúdicos e didáticos, como colete de simulação, manequins para lactentes, garrafas PET e materiais educativos digitais e impressos. O treinamento contemplou atividades teóricas e práticas relacionadas ao reconhecimento da obstrução das vias aéreas, à aplicação correta das manobras de desengasgo conforme a faixa etária e às noções básicas de reanimação cardiopulmonar infantil. Resultados e análises: Após a capacitação, observou-se melhora significativa no conhecimento e na segurança dos participantes diante de possíveis situações de emergência. Os profissionais relataram maior confiança para reconhecer sinais de engasgo e realizar as condutas adequadas até a chegada do atendimento especializado. A literatura evidencia que o engasgo infantil permanece como importante causa de morbimortalidade, reforçando a relevância da educação em primeiros socorros e da capacitação da população leiga como estratégias essenciais para prevenção de complicações graves e redução de óbitos evitáveis.







