Scientia Generalis
O PAPEL DO ENFERMEIRO NO ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: Revisão narrativa
By Jucilene Garcia Veloso, Maysa Cristina Silva Oliveira and Elizaine Aparecida Guimarães Bicalho.
Abstract
A violência obstétrica constitui um problema de saúde pública que compromete a qualidade da assistência à mulher durante o ciclo gravídico-puerperal, configurando-se por práticas desrespeitosas, intervenções desnecessárias e violações dos direitos da gestante. Nesse contexto, o enfermeiro desempenha papel relevante na promoção de uma assistência pautada na segurança, no acolhimento, no respeito à autonomia da mulher e na implementação das boas práticas obstétricas. O presente estudo teve como objetivo analisar o papel do enfermeiro no enfrentamento da violência obstétrica, destacando suas atribuições, práticas assistenciais e contribuições para a promoção de um cuidado humanizado durante o parto e o puerpério. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, caracterizada como revisão narrativa da literatura, desenvolvida a partir de publicações científicas disponíveis nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Google Acadêmico e Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), abrangendo estudos publicados de 2010 a 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. A análise da literatura evidenciou que a atuação do enfermeiro está relacionada ao desenvolvimento de ações de educação em saúde, monitoramento materno-fetal, acolhimento, comunicação efetiva, prevenção da violência obstétrica, incentivo às boas práticas assistenciais e acompanhamento da mulher durante o parto e o puerpério. Também foram identificados desafios relacionados à permanência de práticas intervencionistas, à limitação da autonomia da parturiente e à necessidade de qualificação permanente dos profissionais de saúde. Conclui-se que o enfermeiro exerce função essencial na organização da assistência obstétrica, contribuindo para a implementação de práticas fundamentadas em evidências científicas, na prevenção de condutas inadequadas e na promoção de um cuidado integral, seguro e centrado nos direitos da mulher.




